admito. eu sou muito saudosista dos tempos em que passava as tardes nas mesas de pinball em algum fliperama calourento na praia.

como qualquer outro jogo, ele também tem a sua lógica e uma maneira específica de ser batido. e cada máquina o seu modo, e esse era um dos encantamentos do jogo. quando se acertava uma seqüência, logo alguns se amontoavam ao redor da mesa para acompanhar a partida.

o problema, no caso do pinball, é que ele é um jogo que exige algum conhecimento de física - ao contrário dos jogos eletrônicos de duas décadas atrás, em que esse atributo sequer era cogitado.

parte da culpa de jogar o corpo para o lado, dar as tradicionais batidinhas na máquina (cuidado com o tilt!), chutar o chão e torcer para que a bolinha não escapasse aos bumpers é resultado da física empregada nas mesas inclinadas feitas para a bolinha descer em direção ao centro, bem entre os bumpers.

bons tempos.

o new york times de hoje conta a história do último fabricante de pinball dos estados unidos - ele se mantém firme apesar do assédio de Wii e Playstation bem em meio à sua seara.

deu uma saudade tremenda…

ps: se alguém souber quem queira vender uma maquinha dessas, estou na fila. ;)